domingo, 10 de fevereiro de 2013

Eternidade - Seja bem-vinda de volta, Verônica.

                   -Seja bem-vinda de volta, Verônica.



Verônica

-Papai, cheguei...-disse soluçando- Ok. -coloquei o celular na bolsa, e limpei minhas lágrimas, sentei-me no banco, e esperei meu pai.

-Filha...Verônica você...está chorando? -olhei para trás e vi aquela obra negra, meu pai está mais bonito do que nunca, limpei minhas lágrimas e pulei em seu colo- Que saudades que tive de você, meu bebê. -disse me rodeando no alto- Quase morri de tanta saudades, minha filha.- Desci de seu colo. E o encarei- Como você está mudada.
-Estou? -sorri, mesmo estando triste, não foi forçado, depois de 6 anos e meio, eu revi meu pai.
-Sim...filha, eu preciso lhe contar uma coisa, não sei se vai gostar, mas precisarei lhe contar.
-Está bem pai, vamos?
-Claro, claro.

Chegando em casa...

-Sobe no seu quarto de sempre, fiz algumas mudanças, combina com você e seu estilo, veja lá. Eu levo suas malas. -sorri e subi correndo, estranhei a casa por não ter o mesmo cheiro de antes, mas o cheiro é muito bom, bom mesmo. Mesmo assim subi, entrei na primeira porta da direita, e entrei...Não acreditei quando vi meu quarto todo renovado, tinha caveiras, posters dos Beatles e Ramones, tinha um aquário com vários peixinhos, tinha uma suite linda, preta de couro, um balcão cheio de livros, algumas coisas a mais. Pulei na cama, como sempre fiz quando eu chegava da praia com meu pai, pulava na cama. Sentei e sem querer bati o pulso no criado mudo...Me lembrei do acontecido, e levantei rapidamente para não sentir aquela dor forte. Desci aquelas escadas segurando meu pulso, antes de pisar no penúltimo degrau escutei algumas conversas.

-Mas eai, você vai contar pra ela hoje mesmo? -disse um menino loiro, com uma regata grossa, branca, da banda Ramones, com calça jeans e all-star preto.
-Sim, quando ela descer. -disse um pouco grosso com ele.
-E ela é bonita?
-Não interessa, você vai gostar dela do jeito que ela é. 

Eu estou começando a pensar que "meu pai quer que eu namore forçado", mas meu pai nunca faria isso...Bem, só tentando para saber.
Desci os últimos dois degraus e apareci com uma acenação.
- Oi para vocês. -acenei como um tchau e caminhei até eles, encarei o menino e falei um oi - Oi você.
-Verônica e suas manias. 
-É né papai, eu sou diva demais para não ter manias.- percebi que o garoto me encarava de cima para baixo- Papai quem é ele?
-Era sobre isso que eu queria falar com você. Venha... -me levou até o sofá.
-Pai você poderia comprar um sofá novo né?
-Não falei? -disse o menino, espera, ela não é nada do meu pai para ter essa intimidades.
-Cala a boca, Miguel, então filha, esse é Miguel, 17...seu...seu irmão.
-O QUE? -levantei com cara de taxo- Como assim meu irmão, eu pensei que eu era filha única...
-É filha mas...
-Mas nada pai, você não queria que eu soubesse que tinha um irmão, é isso? 
-Não é isso filha, é que...eu tive ele antes de conhecer sua mãe.
-Eu não quero saber da minha mãe, eu quero saber porque você nunca me contou.
- Eu fui descobrir que eu tive ele, depois que ele completou 15 anos, você ainda estava lá em Nova Iorque.
-Pai, você poderia ter me ligado né?
-Sim...mas eai, gostou da notícia ou não?
-Pai,  você sabe que meu sonho era ter um irmão não é? -olhei para Miguel, que me olhava confuso- O que é?


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